No mês de Setembro, a Revista Amanhã esteve na Simplez, conversando com seus diretores Cristiano Kruel e Rodrigo Oliva.
A seguir, a matéria na íntegra.
A inovação da inovação
Especialista no tema, Rodrigo Oliva explica que criar novos produtos já não é mais o bastante – agora, é necessário reinventar a forma como as empresas atuam
Inovar a inovação – esse é o lema de Rodrigo Oliva e Cristiano Kruel, diretores da Simplez, empresa de consultoria em inovação. A ideia surgiu depois da constatação de que muitos dos conceitos consagrados sobre inovação não passavam de preceitos antigos. "A gente vê muitas empresas falando sobre conceitos de trinta anos atrás, tirados de livros de Administração", comenta Oliva. Ele explica que a necessidade de inovar é cada vez mais latente nos tempos atuais.
Com a velocidade de informação e o surgimento de novos produtos, empresas que antes tinham concorrentes tradicionais hoje têm de competir com companhias de ramos completamente diferentes. "Antigamente, uma empresa que oferecia serviços de tickets de alimentação sabiam muito bem quem eram suas concorrentes. Hoje, ela concorre até com operadoras de telecomunicações, que oferecem serviço de débito direto no celular", exemplifica Oliva, que nesta quinta-feira será o palestrante do Seminário de Gerenciamento de Projetos – evento organizado pelo capítulo gaúcho do Project Management Institute (PMI-RS), em Porto Alegre.
Nesse contexto, não basta inovar em produtos – é necessário reinventar a gestão num todo. Para isso, Oliva e Kruel suferem três conceitos-chave: Design Thinking, Social Technology e Open Innovation. O primeiro visa buscar o equilíbrio entre o estético e o funcional – tal como acontece com os produtos da Apple. Já Social Technology tem o preceito de reunir em rede as pessoas - não necessariamente na internet. "Quando se quer desenvolver uma coisa nova, deve-se pensar em rede, não em organograma", diz Kruel. Já em Open Innovation, Kruel traz a ideia de que “juntos pensamos melhor que um”. Ou seja, no momento em que a empresa abandona a velha caixinha de sugestões no canto e expande as oportunidades de participação seus públicos interno ou externo, ela tem mais chances de inovar.
Algumas empresas já perceberam que muita gente pode gerar boas ideias. “A P&G, por exemplo, conseguiu ver que pode ser boa em uma determinada fase do processo, e em outros elas compram propriedade intelectual fazendo desafios de Open Innovation, premiando os concorrentes. Com isso, reúne muita gente espalhada pelo mundo inteiro trabalhando em cima de uma mesma coisa”, completa Oliva.
A palestra de Rodrigo Oliva será realizada nesta quinta-feira. O evento se estende até o dia 16 deste mês, no Centro de Eventos da PUC-RS.
Veículo: Portal AMANHA , 14.09.11